Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na freqüência das coisas mais simples. Que o que dá sentido a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas do cotidiano. Como o toque bom do vento quando bagunça os cabelos. O café da manhã com pão quentinho e 'bom dia' compartilhado. A lua quando o olhar é grande. A doçura contente de um cafuné sem pressa. O trabalho que nos dignifica. Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados. O poema que parece que fomos nós que escrevemos. O sono relaxado que põe tudo pra dormir. A presença da intimidade legítima. A música que nos anima. A delicadeza desenhada de improviso. O banho bom que reinventa o corpo. O cheiro de terra. O cheiro de chuva. O cheiro do tempero do feijão da mamãe. O cheiro de quem se gosta. O som da risada que acorda tudo na gente. Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.
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