domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sobre o café.

Há algum tempo o Elcio (meu namorado) havia me falado sobre a minha felicidade diante de um simples café e eu fiquei pensando, e como de costume, não soube responder o porquê de gostar tanto. E ontem surpreendentemente encontrei uma resposta.
O cheiro, o sabor veem de lugares e tempos distantes, ao mesmo tempo que presentes de forma perene no meu coração. O café reúne as lembranças mais doce, que remete amor, família. Lembro-me de quando criança o cheiro do café da minha mãe que chegava lá no meu quarto, de manhãzinha, quando eu relutava em acordar cedo para ir à escola. A mesa com uma toalha plástica com desenho de casas de campo. O leite quentinho, o pão com manteiga que meu pai me ensinou a cortar de forma engraçada. O farelo das cascas do pão sobre a toalha, que eu gostava de juntar com os dedos e comer devagar. Meu pai já arrumado para sair para o trabalho. O hábito que ele tinha de beijar minha mãe no portão. Naquela época, para mim um dia inteiro era muita coisa e eu sabia que só o encontraria de novo quando ficasse de noite. A memória afetiva é um poema de amor que realça o sabor de tudo.
A vida pode ficar muito pequena quando olhamos para ela com o olhar estreito. O tédio acontece quando nos afastamos da capacidade de nos encantarmos com as coisas mais simples do mundo. E eu quero mais da vida, mais amor verdadeiro, conforto para alma, lembranças que fazem bem ao coração. Há que se ter fé.

2 comentários:

Unknown disse...

Aaaaii... senti minha infância tão perto de mim quanto tuas palavras...

=)

Deixe um Meme para vc em meu blog. Passa lá e responde.

Beijos, Estrelinha mais liinda.

Unknown disse...

Adoro tua sensibilidade, tuas descrições. Juntamente com a minha mania de observar atos e frases cotidianas, faz a gente se divertir bastante.

Eu te amo, amor.